<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886</id><updated>2012-01-14T14:07:25.509-08:00</updated><title type='text'>Kyre'ymbaba</title><subtitle type='html'>Kó aîkó pindóretama ramyîpagûama moetébo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5471963484700439217</id><published>2010-10-03T22:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T22:47:00.935-07:00</updated><title type='text'>Mba'erama</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Este blog não é somente sobre índios, é sobre a história do Brasil. É também pessoal, e portanto hoje abro um parênteses para deixar minha opinião e um protesto sobre a atual situação política e eleitoreira do país. Dedico este texto aos cidadãos da classe média paulistana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, colegas. Podemos constatar que o candidato Plínio não ganhou as eleições. Mas ele não ganhou por estar no partido socialista, ou por ter idade elevada, apresentar propostas extremas e às vezes superficialmente utópicas. Ele não ganhou porque a maioria das pessoas reconhece que fazer a coisa certa é muito difícil. Ele não ganhou porque utópica é a capacidade das pessoas em fazer valer conceitos de quase 300 anos de idade como a LIBERDADE, IGUALDADE e a PROPRIEDADE (fraternidade). Ele perdeu para o MEDO e para a COVARDIA das pessoas. Sim, para o medo. Você, burguês elitista que tem como metas exclusivas de vida acumular e gastar. Você que é um poço sem fundo de ego transbordante, você é um bunda mole covarde e medroso, pois teme que um dia, teus filhos engomados caminhem lado a lado com pretos, pobres, nordestinos, favelados, paraibanos, baianos que graças a um regime igual e fraterno, poderiam viver uma vida digna próxima das tuas crias infectadas com tuas chagas do individualismo. Você, da classe média econômica e da classe medíocre de caráter, tem medo desses pretos, pobres, nordestinos, favelados, paraibanos e baianos disputando lado a lado uma vaga nas universidades com tuas crias. Pior do que isso, você tem nojo. Você é um pedaço de carne que fede preconceito e ganância, prefere o que considera belo e habilitado independente de quanto fedor, podridão, incompetência, injustiça, apego material e falta de caráter ele exale. Você tem MEDO DA IGUALDADE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém ganha nas eleições. Mas o que se perde é a oportunidade de dar um tapa ardido na cara de banqueiros, líderes mundias, individualistas gananciosos defensores desse sistema podre e desigual. Perde-se a oportunidade de fazer o mundo tremer, de gritar na cara de quem precisa ouvir. Mas você não quer fazer o mundo tremer, pois você é um bunda mole covarde e medroso e está satisfeito com a estabilidade do teu chão ancorado na ilusão dos excessos. Não se trata de impedir a possibilidade de alguém crescer economicamente, mas de garantir uma base mínima e digna para todos sem exceção. Mas você, burguês elitista, você&amp;nbsp;tem medo. No momento crítico, onde só há ou sim ou não, você treme e suja as calças ao imaginar o pobre de hoje convivendo dignamente com teus familiares do futuro. Você é fraco, preconceituoso e tem medo da igualdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5471963484700439217?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5471963484700439217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5471963484700439217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5471963484700439217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5471963484700439217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2010/10/mbaerama.html' title='Mba&apos;erama'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5617896878663225807</id><published>2010-07-24T21:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T21:57:23.596-07:00</updated><title type='text'>continuação do argumento do roteiro...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retórica e manipulação são conceitos inexistentes na gramática tupi, portanto, quando o branco oferece ajuda o índio aceita de bom grado. É assim que age o jesuíta na expansão do império do cristo branco. Enquanto cura uma enfermidade com uma erva, ele patrocina a cólera, o ferro e o fogo contra o nativo que não aceita a ybyráîoasaba, a cruz passiva que traz morte e destruição por onde passa. É a hipocrisia européia que não pode perceber a pureza da selvageria inocente. E Assim a cruz governa, carregada pelo Nhe’engyîara, o senhor da língua, o padre José de Anchieta, que no trato com os nativos, já planta Aimbirê e os confederados como demônios do caos. Cada verso do padre encanta com poder uma multidão de nativos, mas o sentido da poesia é obscuro e venenoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5617896878663225807?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5617896878663225807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5617896878663225807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5617896878663225807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5617896878663225807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2010/07/continuacao-do-argumento-do-roteiro.html' title='continuação do argumento do roteiro...'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-3397362604926351290</id><published>2010-06-25T00:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T00:04:03.743-07:00</updated><title type='text'>A Não Festa do Índio de 2010</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O clima atual de Copa do Mundo e os dois mêses que se passaram da data oficial da Festa do Índio não diminuem o valor desse post. Isso se deve ao fato que a Festa do Índio desse ano simplesmente não ocorreu. De acordo com a prefeitura de Bertioga, o cancelamento do evento se deu devido a uma epidemia de dengue que ocorreu na cidade. É fato que isso colocaria a saúde dos indígenas em risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Bertioga, como muitas cidades do país, é um retrato do próprio Brasil. É dividida na área pobre (praia central e adjacentes) e a área rica (Riviera e adjacentes). Quem já visitou a Riviera, ao imaginar os impostos que se arrecadam com os condomínios,&amp;nbsp;deve se espantar ao pensar que uma cidade daquela não é capaz de controlar uma epidemia de dengue. Já a área pobre, é feia&amp;nbsp;e mal cuidada. Bertioga é o microcosmo do Brasil.&amp;nbsp;É o&amp;nbsp;retrato das desigualdades, do descaso e da promessa... promessa de uma Festa do Índio excepcional no próximo ano. Assim, tudo fica pra depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudando o foco do assunto, nesse tempo sem postagens, estive dedicado à um projeto pessoal&amp;nbsp;tendo o universo indígena como tema. Compartilho com vocês a ilustração que o inaugura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/TCRUN-6udMI/AAAAAAAAALY/uHbMxSzZgCM/s1600/tamuya1-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="291" ru="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/TCRUN-6udMI/AAAAAAAAALY/uHbMxSzZgCM/s400/tamuya1-2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-3397362604926351290?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/3397362604926351290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=3397362604926351290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3397362604926351290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3397362604926351290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2010/06/nao-festa-do-indio-de-2010.html' title='A Não Festa do Índio de 2010'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/TCRUN-6udMI/AAAAAAAAALY/uHbMxSzZgCM/s72-c/tamuya1-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2329038844910300595</id><published>2010-03-14T22:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T22:24:03.108-07:00</updated><title type='text'>Os Guaianases (Guayanã)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Guaianases sempre foram um mistério pra mim. Tive dúvidas se eram tupis ou tapuias, se tinham origem do litoral ou do interior. Nos textos antigos, Tibiriçá é classificado como Guaianá, mas seu nome é de origem tupi e os guaianases situavam-se em Piratininga naquela época. Por haver o bairro de Guaianases aqui em São Paulo, suspeitava que eles eram índios do interior pois viviam no planalto ou até que Guaianá poderia ser outro nome dado aos Caigangues. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas graças a esse texto de Theodoro Sampaio, minhas dúvidas puderam ser esclarecidas e agora compartilho com vocês:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"E' facto que, quanto á nacionalidade do gentio de Piratininga, nenhum dos antigos historiadores ou chronistas é assas explicito, mas dizem o bastante para se fixar o habitat da nação Guayanã.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Gabriel Soares, guia de quantos depois escreveram sobre os primitivos povoadores da terra do Brazil, dá-nos os Guayanãs como habitando os campos da Capitania de S. Vicente. Fixando-lhes o território no trecho da costa entre Angra dos Reis e Cananéa, onde confinavam ao norte com os Tamoyos e ao sul com os Carijós, ajunta a propósito o autor do Roteiro: «não são os Goaianazes maliciosos, nem refalsados, antes simples e bem acondicionados, e facilimos de crer em qualquer cousa Não costuma este gentio fazer guerra a seus contrários fora dos seus limites, nem os vão buscar nas suas vivendas, porque não sabem pelejar entre o matto, se não no canipo^ aonde vivem » &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Para o autor do Roteiro a nação campesina dos Guayanãs até fugia de batalhar no matto onde a sua &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;dextresa no manejo do arco e da flecha era excedida pela do Tamoyo, seu inimigo irreconciliável. E vivendo no campo, o Guayanã não construia aldeia com casas arrumadas, como os Tamoyos seus visinhos ; « mas em covas pelo campo^ onde tem fogo de noite e de dia, e fazem suas camas de rama e pelles de alimárias que matam ». &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Portanto, segundo Gabriel Soares, a nação Guayanã occupava o território maior da Capitania de S. Vicente; e habitava a região dos campos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Antonio Knivet em 1595, tendo vivido algum tempo no Brazil desde a expedição de Thomaz Cavendish, narrando as suas admiráveis aventuras (3) fala-nos dos Waynasses ou Vaanasses, habitadores da Ilha Grande, do recôncavo de Paraty, que elle nos descreve como um povo de baixa estatura, muito barrigudo, pés chatos, muito covarde, e de regular compleição. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Não matava ou mutilava o corpo, nem se gloriava tanto como os Tamoyos, os Tomiminós e outros canibaes de comer carne humana. As suas mulheres erão corpulentas e mui disformes porém de bello semblante. Estas pintavam-se no corpo e faces com a tinta do uriícú. Os cabellos nos homens como nas mulheres cahiam-lhes compridos pelos hombros, mas no alto da cabeça cortavão-n'os em coroa como os Frades Franciscanos. « Dormiam esses canibaes, diz o mesmo Knivet, em redes feitas de cascas de arvore, assim também quando viajavam pelos sertões, tudo quanto possuíam transportavam ás costas em pequenas redes ».&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Antonio Knivet fala-nos em Twpinaquis que habitavam em S. Vicente. Chronista Simão de Vasconcellos assignala a presença de Ticpis para os lados de Cananéa,&amp;nbsp; e fala-nos tara bem de Twpínaquis, mui provavelmente senhores da região entre Itanhaem e o valle de &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Igiiape; descreve nos os Maramimis ou Guaramomis de lingua différente da geral situados para além da Bertioga, na costa entre S. Sebastião e S. Vicente (3) ; dá-nos Tamoyos como habitadores do valle superior do Parahyba (4), Tupis do sertão confederados para atacar Piratininga. João de Lery assignala os Tonaire para aquém dos Carijós (6). Os camaristas da villa de S. Paulo de Piratininga, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;em 1565, em representação dirigida a Estacio de Sá queixando-se de duas nações gentias que sempre viviam em hostilidade com os colonos, diziam : « E esta Capitania de S. Vicente está entre duas gerações de gentes de varias qualidades e força que ha em toda a costa do Brazil, como são os Tamoyos e Tupininquins, e dos Tupininquins ha quinze annos a esta parte que sempre matam no sertão homens brancos ...»&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Vê-se, portanto, do testemunho dos viajantes, historiadores e até dos archivos das camarás municipaes da Capitania de S. Vicente que nada menos de cinco nações gentias a habitaram no primeiro século do descobrimento: Guayanãs, Tupis, Tupinaês, Tupininquis, Maramomis, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;não fallando já dos Tamoyos do valle superior do Parahyba. Destas nações, a dos Guayanãs, certamente, occupava o littoral visinho de S. Vicente, como dominava nos campos de Piratininga que o chronista Vasconcellos chamou Campos Eliseos da g-entilidade. A este respeito, o testemunho de Gabriel Soares é de um valor incontestável. E quando isso não fosse, basta 1er o Padre José de Anchieta, na sua informação do casamento dos Índios. O trecho dessa informação que passamos a &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;transcrever é de grande valor para o caso: « Em Piratininga, da Capitania de S. Vicente, Cay Oby, velho de muitos annos, deixou uma ( mulher ) de sua nação, também muito velha, da qual tinha um filho, homem muito principal e muitas filhas casadas, segundo seu modo, com Índios principaes de toda a aldeã de Jeribãtiba, com muitos netos, e sem embargo disso casou com outra que era Guayanã das do mato, sua escrava tomada em guerra, a qual tinha por mulher » Da expressão ^^Guayanã das do mato -= se infere em boa lógica que havia também em Piratininga o Guayanã &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;do campo, o mesmo que o autor do Roteiro nos descreveu, 6 que talvez fosse da mesma nação do velho Cay Obiy.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Azevedo Marques diz ter encontrado no Cartório da Provedoria da Fazenda de S. Paulo, o titulo de uma sesmaria de três léguas na paragem chamada Carapicuhyba, concedida por Jeronymo Leitão aos Índios Guayanãs, oriundos de Piratininga. O mesmo autor, apoiando-se em Pedro Taques, dá-nos &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;a cidade de Taiibaté como tendo sido em sua origem uma aldêa de Índios Guayanãs, emigrados de Piratininga.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Quanto á lingua, porém, a divergência de opiniões é mais sensível. Na côr e proporção do corpo era o Guayanã como o Tamoyo, diz-nos Gabriel Soares, e como o mais gentio da costa tinha muitas gentilidades, mab a sua língua éra différente. O Padre Simão de Vasconcellos diz o mesmo, ainda que classificando o Guayanã entre os índios mansos, na mesma categoria do Tamoyo, Tupi, Carijó, Tupinaqui, e excluindo-o daquella outra nação genérica de Tapuyas onde se comprehendiam Aymorés, Potentús, Guaitacás, Guaramomis e outros.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mas essa diíferença da lingua Guayanã para o tupi ou para o guarany não ia além da dialectal como, a propósito, opina o Visconde de Porto Seguro. O mesmo Gabriel Soares assim o dá a entender quando nos diz: «... a lingua deste gentio é différente da de seus visinhos, mas entende-se com os Carijós. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Reconhece-se, portanto, que a differença lingüística entre os Carijós e os Tupis que lhes ficavam ao norte, pela costa, não era senão a dialectal, a mesma que se nota entre o Guarani/, falado nas margens do Paraguay e a lingua geral, dos primitivos habitadores do littoral brazilico.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mas, o facto de se entenderem os Guayanãs com os Carijós leva-nos a filiar as duas nações no mesmo grupo, o guarany. O Quayanã, portanto, seria um dialecto do Carijó, ou melhor do guarany. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Que a ling-ua Gitaijanã era um dialecto do Gmrany, provão-no os resíduos dessa ling-ua que a Geographia e a Historia paulista conservaram. Citemos alguns exemplos. O nome Mhoy (cobra) de uma pequena localidade ao poente da cidade de S. Paulo é puro guarany. O diplitongo MB^ característico desta lingua e do tupi austral ahi está patente, resistindo até hoje a lei do menor esforço que já entre os Tupis do Norte transformara esse vocábulo em loia ou hói, entre os Apiacás &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;em loja, entre os Oyampis em moje. O nome Mogy (rio das cobras), tão frequente na ' geographia paulista, é ainda um vocábulo guarany, apesar da alteração porque já passou. Mogy, em outro tempo escripto Boigy é simples corruptela dos vocábulos guaranys^: niboi gy. Os nomes Araçariguama (o Tucano que ha de ser), Pacaemhú (a aguada ou arroio da paca), Pirajú, por Pirajura (a guela do peixe), Urubiikeçalja por Urubukéreçaba (ninho de urubus), Mandahy por Comandakyra (feijão verde) são ainda vocábulos guaranys, ou palavras aífectadas dos accidentes phoneticos próprios desta lingua. Os nomes históricos : Cunhaiiibeha por Cunhampeha, Abarebebe por Abarcuêiiô estão nos mesmos casos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;No meio dessa diversidade de linguas, apenas esboçada e jamais demonstrada, vê-se surgir sempre como traço de união uma lingua media, elo de uma cadeia que apparentemente se interrompeu. Alli no valle inferior do Parahyba, o Gaaitaed áiYerge do luj)inaqui, ms.s o Papaná serve-lhes de mediador plástico ; aqui em S. Vicente, o Guayanã não se entende com o Tamoyo ou Tupi ou Carijó porem apresenta-se ligando-os na mesma cadeia linguistica. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O vocábulo Guayanã, como o escrevia Anchieta, é evidentemente tupi e deve ter sido empregado pelos desta ling-ua para desig-nar um povo pacifico, ou pouco bellicoso como, de facto, o era aquelle que habitava os campos de Piratininga, gente moUar, fácil de crer em tudo, não tomando iniciativa nos ataques aos seus contrários, não matando os seus prisioneiros.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Guayanã no guarany como no tupi significa ao pé da lettra verdadeiramente manso^ bonachão, derivado de guaya (manso, brando, pacifico), e nã (na verdade, certamente). Vê-se que não é um nome propriamente de nação, mas um appellido, ou designação baseada em seu caracter e génio, dada pelos seus visinhos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;S. Paulo, 24 de Fevereiro de 1897."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Fonte: Sampaio, Theodoro. 1897. A nação Guayanã da Capitania de São Vicente. Revista do Museu Paulista, vol. II, p. 115-128. São Paulo: Typ. a Vapor de Hennies Irmãos. (Editado)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Permalink: &lt;a href="http://biblio.etnolinguistica.org/sampaio_1897_guayana"&gt;http://biblio.etnolinguistica.org/sampaio_1897_guayana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2329038844910300595?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2329038844910300595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2329038844910300595&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2329038844910300595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2329038844910300595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2010/03/os-guaianases-guayana.html' title='Os Guaianases (Guayanã)'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-8435549486060400772</id><published>2010-02-16T18:24:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T18:24:55.384-08:00</updated><title type='text'>A Confederação dos Tamoios, de Gonçalves de Magalhães:</title><content type='html'>Como da pira extinta a labareda,&lt;br /&gt;Ainda o rescaldo crepitante fica,&lt;br /&gt;Assim do ardente moço a mente acesa&lt;br /&gt;Na desusada luta que a excitara,&lt;br /&gt;Ainda, alerta e escaldada se revolve!&lt;br /&gt;De um lado e de outro balanceia o corpo,&lt;br /&gt;Como após da tormenta o mar banzeiro;&lt;br /&gt;Alma e corpo repouso achar não podem.&lt;br /&gt;Debalde os olhos cerra; a igreja, as casas,&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;vila, tudo ante ele se apresenta.&lt;br /&gt;Das preces a harmonia inda murmura&lt;br /&gt;Como um eco longínquo em seus ouvidos.&lt;br /&gt;Os discursos do tio mutilados,&lt;br /&gt;Malgrado seu, assaltam-lhe a memória.&lt;br /&gt;No espontâneo pensar lançada a mente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redobrando de força, qual redobra&lt;br /&gt;A rapidez do corpo gravitante,&lt;br /&gt;Vai discorrendo, e achando em seu arcanos&lt;br /&gt;Novas respostas às razões ouvidas.&lt;br /&gt;Mas a noilte declina, e branda aragem&lt;br /&gt;Começa a refrescar. Do céu os lumes&lt;br /&gt;Perdem a nitidez desfalecendo.&lt;br /&gt;Assim já frouxo o Pensamento do índio,&lt;br /&gt;Entre a vigília e o sono vagueando,&lt;br /&gt;Pouco a pouco se olvida, e dorme, sonha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como imóvel na casa entorpecida,&lt;br /&gt;Clausurada a crisálida recobra&lt;br /&gt;Outra vida em silêncio, e desenvolve&lt;br /&gt;Essas ligeiras asas com que um dia&lt;br /&gt;Esvoaçará nos ares perfumados,&lt;br /&gt;Onde enquanto reptil não se elevara;&lt;br /&gt;Assim a alma, no sono concentrada,&lt;br /&gt;Nesse mistério que chamamos sonho,&lt;br /&gt;Preludiando a vista do futuro,&lt;br /&gt;A póstuma visão preliba às vezes!&lt;br /&gt;Faculdade divina, inexplicável&lt;br /&gt;A quem só da matéria as leis conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sonha... Alto moço se lhe antolha&lt;br /&gt;De belo e santo aspecto, parecido&lt;br /&gt;Com uma imagem que vira atada a um tronco,&lt;br /&gt;E de setas o corpo traspassado,&lt;br /&gt;Num altar desse templo, onde estivera,&lt;br /&gt;E que tanto na mente lhe ficara,&lt;br /&gt;— "Vem!" lhe diz ele e ambos vão pelos ares.&lt;br /&gt;Mais rápidos que o raio luminoso&lt;br /&gt;Vibrado pelo sol no veloz giro,&lt;br /&gt;E vão pousar no alcantilado monte,&lt;br /&gt;Que curvado domina a Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerrado nevoeiro se estendia&lt;br /&gt;Sobre a vasta extensão de espaço em tôrno,&lt;br /&gt;Cobertando o verdor da imensa várzea;&lt;br /&gt;E o topo da montanha sobranceiro&lt;br /&gt;Parecia um penedo no Oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o velário de cinzenta 'névoa&lt;br /&gt;Pouco a pouco, subindo adelgaçou-se,&lt;br /&gt;E rarefeito enfim, em brancas nuvens.&lt;br /&gt;Foi flutuando pelo azul celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que grandeza! Que imensa majestade!&lt;br /&gt;Que espantoso prodígio se levanta!&lt;br /&gt;Que quadro sem igual em todo o mundo,&lt;br /&gt;Onde o sublime e o belo em harmonia&lt;br /&gt;O pensamento e a vista atrai, enleva&lt;br /&gt;E f az que o coração extasiado&lt;br /&gt;Se dilate, se expanda, e bata, e impila&lt;br /&gt;O sangue em borbotões pelas artérias!&lt;br /&gt;Os olhos encantados se exorbitam,&lt;br /&gt;Como as vibradas cordas de uma lira,&lt;br /&gt;De almo prazer os nervos estremecem;&lt;br /&gt;E o espírito pairando no infinito,&lt;br /&gt;Do belo nos arcanos engolfado,&lt;br /&gt;Parece alar-se das prisões do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niterói! Niterói! como és formosa!&lt;br /&gt;Eu me glorio de dever-te o braço!&lt;br /&gt;Montanhas, várzeas, lagos, mares, ilhas,&lt;br /&gt;Prolífica Natura, céu ridente,&lt;br /&gt;Léguas e léguas de prodígios tantos.&lt;br /&gt;Num todo tão harmônico e sublime,&lt;br /&gt;Onde olhos o verão longe deste Éden?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-8435549486060400772?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/8435549486060400772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=8435549486060400772&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/8435549486060400772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/8435549486060400772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2010/02/confederacao-dos-tamoios-de-goncalves.html' title='A Confederação dos Tamoios, de Gonçalves de Magalhães:'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-1953244579803479328</id><published>2009-11-08T21:17:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T21:17:37.525-08:00</updated><title type='text'>De Ilhéus ao Espírito Santo, reinava a ferocidade Aymoré</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A&amp;nbsp;seguir segue um trecho que separei do texto&amp;nbsp;"Tratado da Terra do Brasil, de Pero de Magalhães Gândavo" do séc.XVI que relata as particularidades de cada capitania e mostra um pouco do que foi o Brasil nos primeiros séculos. No capítulo quinto, Pero de Magalhães descreve a astúcia e ferocidade dos Aymorés que naquele momento situavam-se próximos à capitania de Ilhéus. Povo feroz e guerreiro, eles não tinham&amp;nbsp;aliados mas por azar dos portugueses&amp;nbsp;se juntaram&amp;nbsp;aos tupis durante a resistência nativa na Confederação dos Tamoios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"Pelas terras desta Capitania até junto do Spirito Santo, se acha huma certa nação de gentio que veio do sertão há cinco ou seis annos, e dizem que outros indios contrarios destes, vierão sobre elles a suas terras, e os destruirão todos e os que fugirão são estes que andão pela Costa. Chamão-se Aymorés, a lingoa delles he differente dos outros indios, ninguem os entende, são elles tam altos e tam largos de corpo que quasi parecem gigantes; são mui alvos, não têm parecer dos outros indios na terra nem têm casas nem povoações onde morem, vivem entre os matos como brutos animaes; são mui forçosos em estremo, trazem huns arcos mui compridos e grossos conforme a suas forças e as frechas da mesma maneira. Estes indios têm feito muito dano aos moradores depois que vierão a esta Costa e mortos alguns portuguezes e escravos, porque são inimigos de toda gente. Não pelejão em campo nem têm animo para isso, põem-se entre o mato junto dalgum caminho e tanto que passa alguem atirão-lhe ao coração ou a parte onde o matem e não despedem frecha que não na empreguem. Finalmente, que não têm rosto direito a ninguem, senão a traição fazem a sua. As mulheres trazem huns paos tostados com que pelejão. Estes indios não vivem senão pela frecha, seu mantimento he caça, bichos e carne humana, fazem fogo debaixo do chão por não serem sentidos nem saberem onde andão. Muitas terras viçosas estão perdidas junto desta Capitania as quaes não são possuidas dos portuguezes por causa destes indios. Não se pode achar remedio pera os destruirem porque não têm morada certa, nem saem nunca dentre o matto: E assi quando cuidamos que vão fugindo ante quem os persege, então ficam atraz escondidos e atirão aos que passão descuidados. Desta maneira matão alguma gente. Todos quantos indios ha no Brasil são seus inimigos e temem-nos muito, porque he gente atreiçoada. E assi onde os ha nenhum morador vai a sua fazenda por terra que não leve quinze vinte escravos consigo de carcos e fréchas. Estes Aymorés são mui feroz e crueis, não se pode com palavras encarecer a dureza desta gente. Não andao todos Juntos, derramão-se por muitas partes, e quando se querem ajuntar assobiam como passaros ou como bogios de maneira que huns aos outros se entendem e se conhecem Tambem os portuguezes matão alguns delles, e têm muitos destruidos principalmente nesta Capitania dos llheos, e guardão-se muito delles, porque já sabem suas manhas e conhecem mui bem sua malicia."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fonte:Pero de Magalhães Gândavo - Tratado da Terra do Brasil; História da Província Santa Cruz, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, 1980.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-1953244579803479328?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/1953244579803479328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=1953244579803479328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1953244579803479328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1953244579803479328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/11/de-ilheus-ao-espirito-santo-reinava.html' title='De Ilhéus ao Espírito Santo, reinava a ferocidade Aymoré'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2859064236932153961</id><published>2009-09-07T22:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T22:43:41.682-07:00</updated><title type='text'>Na xe rorybî kori.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SqXuTGUtOmI/AAAAAAAAAII/xixiDzZkbdI/s1600-h/bandeira_brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SqXuTGUtOmI/AAAAAAAAAII/xixiDzZkbdI/s400/bandeira_brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na xe rorybî kó setembro 7 resé. Kori Brasil morubixabetá xe moma’enduar opá mba’epanema, poxy porange’yma abé Brasil resé oikóba’e. Oîeí na xe momorangî... poxy nhõ i tyb, tekóaíba oîar brasilygûara retama. Na ‘aporanga ruã kori, n’i tybî toryba brasilygûara nhy’ãme ko’yr. Mondáetá rekónema Brasil ìaretéramo oikó. Na xe rorybî kori.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2859064236932153961?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2859064236932153961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2859064236932153961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2859064236932153961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2859064236932153961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/09/na-xe-rorybi-kori.html' title='Na xe rorybî kori.'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SqXuTGUtOmI/AAAAAAAAAII/xixiDzZkbdI/s72-c/bandeira_brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-6853769358405130101</id><published>2009-07-26T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T15:58:38.168-07:00</updated><title type='text'>mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Corre Kunhambeba, salta e golpeia com a ybyrapema a armadura grossa e reluzente do invasor presunçoso e mal cheiroso que achava que poderia queimar uma aldeia inteira sem que houvesse conseqüências. Cada morte de uma criança ou mulher, Kunhambeba vingará com três nomes tomados de peros. No seu corpo não há mais espaço para escoriações que ganhara quebrando a cabeça de brancos barbudos incapazes de morrer com honra mesmo após a derrota. Envolto em sangue inimigo e suor, Kunhambeba, O Terror dos Peros, o agora mais famoso kyre’ymbaba da nação tupinambá, não descansará até que não veja mais uma fazenda se quer com parentes trabalhando forçadamente para os cruéis invasores... e ele ainda nem tem conhecimento dos planos de Aimbirê.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-6853769358405130101?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/6853769358405130101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=6853769358405130101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/6853769358405130101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/6853769358405130101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/07/mais.html' title='mais'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-3797437075598725563</id><published>2009-07-25T02:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T16:00:59.688-07:00</updated><title type='text'>continuando o argumento...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Corre Aimbirê, a dor dos ferimentos devido à luta com os peros não é párea para a vontade de rever sua amada Iguassu e seus compadres Pindobusu, Komorim, Parabusu e todos outros parentes tupinambás. Desce a Serra como um grito ensurdecedor de Tupã, ignorando o sangue jorrante de seus ferimentos, desbravando o terreno como um relâmpago. Vários outros tupis, ansiosos pelo planos futuros de Aimbirê seguem sua trilha. Ele sabe que não está sozinho enquanto corre, alguns o acompanham lado a lado, inclusive um punhado de tapuias que também trabalhavam na fazenda onde eram escravos. E graças a esses tapuias é que Aimbirê pôde continuar vivo. Enquanto descansava durante a noite, Aimorés furiosos com o alvoroço na mata emboscaram-no; mas por sorte, os tapuias que o acompanhavam puderam explicar os feitos de Aimbirê e suas idéias sobre a guerra contra os peros. Naquele momento, Aimbirê sente-se abençoado quando vários outros guerreiros aparecem de dentro da mata e decidem acompanhá-lo até outras aldeias para já dar início à Confederação. A sede de vingança e liberdade é compartilhada por todos nativos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-3797437075598725563?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/3797437075598725563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=3797437075598725563&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3797437075598725563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3797437075598725563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/07/continuando-o-argumento.html' title='continuando o argumento...'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5955829888313741399</id><published>2009-05-19T20:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T21:56:30.467-07:00</updated><title type='text'>Kûarasy Moetésaba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não foi só a vida e o futuro dos tupis que foram afetados com a vinda dos europeus para a Terra das Palmeiras (Pindoretama), mas também sua mitologia e espiritulidade. Pensando na forma que os tupis honrariam seus deuses, eu fiz uma releitura de um ritual da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thelema"&gt;Thelema &lt;/a&gt;de adoração ao Deus-Sol, fazendo as devidas adequações para o univero Tupi e traduzindo-o para a abanhe'enga. Eis a minha versão em tupi antigo do ritual thelêmico de adoração ao Sol:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltado ao leste, no alvorecer, diz-se:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eîorikatu endé Kûarasyîaramo oikóba'e nde 'ara resé, endé îepi Kûarasyìaramo oikóba'e nde ratãme, oîeakasóba'e ybatépe nde ygara pupé Kûarasy'areme. Porangeté resé Kuapaîara ygarapûápe omoîe'am, Kûarasyîareté ygaîaramo oîkó. Eîorikatu Pytuna pytasába suí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;voltado ao sul, ao meio-dia, diz-se:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eîorikatu endé Kûarasyetéramo oikóba'e nde reîtyka resé, endé îepi Kûarasyetéramo oîkóba'e nde porangyme, oîeakasóba'e ybatépe nde ygara pupé Kûarasysápe. Porangeté resé Kuapaîara ygarapûápe omoîe'am, Kûarasyîareté ygaîaramo oîkó. Eîorikatu Ko'ema pytasába suí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;voltado ao oeste, ao ocaso, diz-se:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eîorikatu endé Kûarasyumûãnamo oikóba'e nde sema resé, endé îepi Kûarasyumûãnamo oîkóba'e nde rorype, oîeakasóba'e ybatépe nde ygara pupé Kûarasys~eneme. Porangeté resé Kuapaîara ygarapûápe omoîe'am, Kûarasyîareté ygaîaramo oîkó. Eîorikatu 'ara pytasába suí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;voltado ao norte, à meia noite, diz-se:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eîorikatu endé Kûarasyeîtykaramo oikóba'e nde pytasába resé, endé îepi Kûarasyeîtykaramo oîkóba'e nde kyrir~ime, oîeakasóba'e ybatépe nde ygara pupé Kûarasykanh~eneme. Porangeté resé Kuapaîara ygarapûápe omoîe'am, Kûarasyîareté ygaîaramo oîkó. Eîorikatu karuka pytasába suí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Taûsuba i Tekó, Taûsuba Temimotara gûyrybo&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ritual original: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/liber_200.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/liber_200.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5955829888313741399?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5955829888313741399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5955829888313741399&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5955829888313741399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5955829888313741399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/05/kuarasy-moetesaba.html' title='Kûarasy Moetésaba'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-7413114692661011065</id><published>2009-04-19T22:08:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T22:50:09.601-07:00</updated><title type='text'>Dia do Índio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Curumin chama cunhatã que eu vou contar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cunhatã chama curumin que eu vou contar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril 19pe abá o momorang o 'ara. Bertiogape abáetá o oîoepîak ta abá'ara momoranga. Îandé ma'enduarukáte Jorge Ben nhe'engara resé:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;odo dia era dia de índio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas agora ele só tem o dia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o dia 19 de Abril&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Festa do Índio virou o Festival Nacional de Cultura Indígena e, apesar de eu só comparecer durante o primeiro dia, tenho a impresão que a crise financeira mundial também afetou a organização da festa. Parece que a festa ficou menor, porém um pouco mais organizada e polida:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326641726099500466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SewIbZnvLbI/AAAAAAAAAHs/GyVeTFSditE/s400/festa%C3%ADndio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Guarani – Xerente – Terena – Paresi Halití – Karajá – Manoki – Pataxó – Meniako – Incas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326641724665743058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SewIbUR5xtI/AAAAAAAAAH0/8aF8TD8vQX8/s400/festa%C3%ADndio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nossos vizinhos Incas, os Intalakes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aproveitando o post, acho que além da música de Jorge Ben, também devo lembrar de Orlando Villas Boas. Responsável pela criação do parque do Xingu ele dedicou parte de sua vida pela proteção de diversas nações indígenas que agora habitam e fazem do parque um lugar mágico.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-7413114692661011065?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/7413114692661011065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=7413114692661011065&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/7413114692661011065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/7413114692661011065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/04/dia-do-indio.html' title='Dia do Índio'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SewIbZnvLbI/AAAAAAAAAHs/GyVeTFSditE/s72-c/festa%C3%ADndio1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-3373749224839968634</id><published>2009-03-17T02:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T02:38:14.979-07:00</updated><title type='text'>Insurreição Pernambucana &amp; Batalha dos Guararapes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/Sb9rMXdVNcI/AAAAAAAAAHk/R9wtXjtPjwE/s1600-h/Meirelles-guararapes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314083945520117186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/Sb9rMXdVNcI/AAAAAAAAAHk/R9wtXjtPjwE/s400/Meirelles-guararapes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Batalha de Guararapes (1879), Victor Meirelles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brasil gûarinîdyba o’ar marana Paranãbokype riré 1645pe. Abá engenhoîara André Vidal , João Fernandes Vieira, Francisco Rebelo (Rebelinho), abaúna Henrique Dias, gûarinĩmbotĩgûara Felipe Camarão abé omosen holandyguaretá Paranãboka suí. Kunhãmuku Maria Ortiz tobaîara moîarábeme Espírito Santo Vitóriape osepenhan î opa, gûarinĩeté îabé oîkóbo (ema’ẽ semimonhangûera iké: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Ortiz"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Ortiz&lt;/a&gt;). Marana Paranãbokygûar’iré morubixaba Maurício de Nassau Recifeîaramo nd’oîkóî umã.&lt;br /&gt;Guararapes Maranápe opá gûarinĩeté brasilygûara, peroetá, abaúnetá, potĩgûaretá oikó oîepé. Kó marana riré opá tobaîara paranãngoty osóû, Recife ope'ábo. Brasil rekósaba oîe’ikatu kó brasilygûara reîtyka ri.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-3373749224839968634?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/3373749224839968634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=3373749224839968634&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3373749224839968634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3373749224839968634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/03/insurreicao-pernambucana-batalha-dos.html' title='Insurreição Pernambucana &amp; Batalha dos Guararapes'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/Sb9rMXdVNcI/AAAAAAAAAHk/R9wtXjtPjwE/s72-c/Meirelles-guararapes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2385653180558870661</id><published>2009-03-15T20:27:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T20:31:09.820-07:00</updated><title type='text'>continunando o argumento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Oh grande Tybyresá, senhor dos Guaianases, guardião de Piratininga. Seu poder nunca foi tão grande, pois agora é aliado do grande aventureiro João Ramalho e pode desfrutar de todas complicadas bugigangas dos pêros, inclusive a grande mokosaba que faz correr assustado qualquer tapuia que tente encará-lo de frente. Mas a fraqueza que cede à persuasão não está no sangue por sorte dos Tamoios. Araraí, irmão de Tybyresá e seu filho Jaguayrõn estão do lado de Aimbirê. O confronto entre traidor e confederado será inevitável se depender da fúria e da vontade de viver dos Tupinambás.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2385653180558870661?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2385653180558870661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2385653180558870661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2385653180558870661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2385653180558870661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/03/continunando-o-argumento.html' title='continunando o argumento'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5423522249250525561</id><published>2009-01-19T19:19:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T19:37:26.087-08:00</updated><title type='text'>Chegança</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Sou Pataxó,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sou Xavante e Cariri,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ianonami, sou Tupi&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Guarani, sou Carajá.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sou Pancararu,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Carijó, Tupinajé,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Potiguar, sou Caeté,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ful-ni-o, Tupinambá. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois que os mares dividiram os continentes&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;quis ver terras diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu pensei: "vou procurar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;um mundo novo,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;lá depois do horizonte,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;levo a rede balançante&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;pra no sol me espreguiçar". &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;eu atraquei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;num porto muito seguro,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;céu azul, paz e ar puro...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;botei as pernas pro ar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Logo sonhei&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que estava no paraíso,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;onde nem era preciso&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;dormir para se sonhar. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas de repente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;me acordei com a surpresa:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;uma esquadra portuguesa&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;veio na praia atracar.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De grande-nau,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;um branco de barba escura,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;vestindo uma armadura&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;me apontou pra me pegar. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E assustado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;dei um pulo da rede,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;pressenti a fome, a sede,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;eu pensei: "vão me acabar".&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;me levantei de borduna já na mão.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ai, senti no coração,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;o Brasil vai começar. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;Antônio Nóbrega - Chegança&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;essa música me emociona de verdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5423522249250525561?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5423522249250525561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5423522249250525561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5423522249250525561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5423522249250525561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/01/chegana.html' title='Chegança'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-399293542749704111</id><published>2009-01-15T23:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T23:27:32.231-08:00</updated><title type='text'>O Curupira, por Flavio Colin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SXAzC4GnVGI/AAAAAAAAAHc/OLy-SXrzv3E/s1600-h/curupira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291785686673216610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 385px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SXAzC4GnVGI/AAAAAAAAAHc/OLy-SXrzv3E/s400/curupira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em Outubro de 2008 aconteceu a &lt;span &gt;15ª Fest Comix&lt;/span&gt;, um evento em São Paulo sobre Histórias em Quadrinhos. Lá eu encontrei a publicação O Curupira, de Flavio Colin, uma obra genuinamente brasileira por completo. É notável a influência modernista nos traços do artista e o roteiro é super divertido com histórias sobre o universo indígena brasileiro. Pode agradar adultos e crianças e principalmente os admiradores de HQs como eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Site da editora: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pixelquadrinhos.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pixelquadrinhos.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-399293542749704111?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/399293542749704111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=399293542749704111&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/399293542749704111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/399293542749704111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2009/01/o-curupira-por-flavio-colin.html' title='O Curupira, por Flavio Colin'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SXAzC4GnVGI/AAAAAAAAAHc/OLy-SXrzv3E/s72-c/curupira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-7727433833393364984</id><published>2008-10-07T16:44:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T10:29:50.429-07:00</updated><title type='text'>Hans Staden - O Filme</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Peîpysyk peró! Peîpysyk peró!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254562413778220946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SOv0rOtet5I/AAAAAAAAAHU/969NgNzN7mQ/s400/hanstadenfilme.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sejam estudantes de tupi ou adoradores de cinema, o filme Hans Staden é uma ótima escolha para quem quer conhecer mais sobre a língua Tupinambá ou deseja apenas boas horas de entretenimento. O filme conta a história do marinheiro Hans Staden que foi capturado pelos Tupinambás em meados do séc. XVI. É uma coprodução portuguesa e brasileira de 1999, dirigido por Luiz Alberto Pereira. O filme é praticamente todo falado em tupi antigo, essencial para os estudantes da língua ou para quem deseja saber mais sobra a história de Hans Staden e do Brasil dos primeiros séculos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Xe mba'e A'e! Xe mba'e A'e! (Ele é meu! Ele é meu!)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-7727433833393364984?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/7727433833393364984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=7727433833393364984&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/7727433833393364984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/7727433833393364984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/10/hans-staden-o-filme.html' title='Hans Staden - O Filme'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SOv0rOtet5I/AAAAAAAAAHU/969NgNzN7mQ/s72-c/hanstadenfilme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-4402961692574567752</id><published>2008-09-24T10:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-07T17:03:35.819-07:00</updated><title type='text'>Tapuias: Coroados, Puris, Goitacás, Araris, Coropós</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SNqEqlkNeqI/AAAAAAAAAFk/tzgRvmeymp8/s1600-h/393052v1i1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249654182827096738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SNqEqlkNeqI/AAAAAAAAAFk/tzgRvmeymp8/s400/393052v1i1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Cacique Camacan Mongoyo, de Jean Baptiste Debret, 1834.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Serra do Mar foi uma grande divisora e às vezes lar de diferente etnias indígenas antes da sua exploração e devastação. No início do século XIX, os tupis já tinham sido varridos da terra mas a ganância do homem branco ainda não atingira por completo áreas do sertão onde viviam os índios Coroados, na fronteira do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Leoni Iório foi um professor da cidade de Valença, interior do Rio de Janeiro e em seu livro 'Valença de Ontem e de Hoje' pôde mostrar um pouco da história e da resistência dos Coroados que por lá viveram:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os únicos habitantes do Certâo do Rio Preto, antes, muito antes mesmo de 1789, eram sem dúvida, os índios Coroados, “resultantes do cruzamento dos Coropós com os temíveis Goitacás de Campos, que os venceram em batalha e os assimilaram” (Rugendas), os quais se haviam instalado em terras da futura região valenciana, em data muito anterior à da penetração do homem branco nos sertões fluminenses. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os índios Coroados — mais tarde conhecidos pela denominação de Coroados de Valença — se estabeleceram na margem superior do rio Paraíba, forçados pelas lutas constantes, dada a perseguição que lhes moviam os seus perigosos parentes - os Puris - que, segundo informa Príncipe Maximiliano (1) que com eles mantivera contato pessoal, eram “selvagens e vagueantes”, vivendo “entre o mar e a margem norte do Paraíba”.&lt;br /&gt;(1) - Viagem ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Coroados eram constituidos de galhos denominados Purus e Araris, aqueles em pequeno número, representando os indígenas de Valença, e estes, pouco mesclados, vivendo em Rio Bonito (Conservatória).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Puris, debandados em virtude da invasão lusa, viviam nas proximidades da futura Aldeia de Valença e, com os Coroados e os Coropós, empenhavam-se em árduas lutas que terminavam pela quase total dizimação destes, com quem chegavam eles a ser confundidos por sua flagrante semelhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve Debret: “Confundem-se eles (os Coroados) muitas vezes com os Coropós e essas duas nações semelhantes, fragmentos da grande raça dos Tapuios, unem-se para fazer guerra aos Puris, que os perseguem sem cessar, embora sejam de origem comum”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodolfo Garcia nos revela que os Coroados eram “parentes de origem comum com Paris e os Coropós”.&lt;br /&gt;Debret ainda nos informa da existência, na região, de duas outras tribos selvagens mestiças: a dos Tampruns e Sazaricons, igualmente chamados Coroados (2), dispersos em pequenos bandos, em quase todo o vale do Paraíba, e ligados aos Paris que viviam, aquí e ali, em grande número, e eram muito mesclados, segundo a classificação de Martius.&lt;br /&gt;(2) Viagem Pitoresca — págs. 21 e 32 — tomo 1.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Professor Leoni destaca que descendentes dos Tamoios (tupis), em consequência do avanço português em suas terras, poderiam estar vivendo entre os Coroados. Outra particularidade que eu não conhecia era o hábito antropofágico também entre tapuias e o costume da obtenção de troféus de guerra feitos a partir de cabeças de outros índios vencidos em guerra:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Sobre as tribos do sertão de Valença, o historiador Alberto Lamego (3) escreve: — “Designavam-nas pelo nome geral de Coroados, pela maneira de cortar o cabelo, não nos parecendo porém, que, esses índios tenham ligação com os Coroados de Campos, oriundos da união entre Goitacás e Coropós. Mais provável é que a maioria pertencesse à nação Pari, reconhecida nos matagais do Muriaé, do Pomba e de Cantagalo, cujos vestígios foram também anotados em Resende e Areias, no limite oposto e ocidental da Serra Fluminense. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E’ bem possível mesmo que, “toda essa multidão de Xumetós, Pitás, Araris e outros, denominados geralmente Coroados”, de que nos fala Joaquim Norberto, nada mais sejam que restos de tribos Puris acuadas na floresta pela invasão dos colonizadores, ou fragmentos étnicos de mais antigas nações como a dos Tamoios e Saruçus, dizimados na Baixada, nos primeiros séculos, e que tenham escolhido a Serra como um refúgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paraíba deve ter sempre sido um caminho para os aborígenes, e por isso, não é de estranhar que o último reduto dessas raças primitivas tenha, justamente, sido a zona central da Serra onde se acoitaram “. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A DECLARAÇÃO DE GUERRA INDÍGENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a declaração de guerra, os índios obedeciam a uma junta organizada: numa choça de “cacique” o congresso deliberava. Aí, preparavam-se bebidas, as mais extravagantes, que eram distribuídas com o fim de embriagar os índios, perturbando-lhes a razão. Só depois de se acharem os índios totalmente tomados pela bebida é que os conselheiros de guerra deliberavam definitivamente. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma lei invariável entre eles era retirar seus cadáveres imediatamente do campo da luta, para lhes dar sepultura, ou para ocultar, principalmente, as perdas ao inimigo — uso louvável por sua natureza, mas que, às vezes, redundava na desvantagem de perderem esplêndidas oportunidades de vitória, ao se entreterem, por muito tempo, nessa escrupulosa tática de guerra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vencedor desfrutava os despojos. Os prisioneiros tinham suas cabeças decepadas, as quais eram conduzidas, como troféus, na ponta de uma lança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certas cabeças de selvagens — relata-nos Debret — encontradas, aos montes, nas aldeias, apresentavam detalhes interessantes, no tocante à sua conservação - “São troféus militares que atestam o número de prisioneiros de guerra, tanto quanto a ferocidade dos vencedores. Todo prisioneiro de guerra se destinava a ser comido e facultava um dia de festas a seus inimigos, transformados, com a vitória, em canibais. No momento aprazado, a vítima era amarrada a um cepo, afim de ser abatida a flechadas ou a golpes de tacape; depois de morta, cortavam-lhe todas as partes carnudas, enquanto se acendia o fogo que ia servir para assá-las. Toda a população esfomeada se reunia em torno, e o festim começava com as mais turbulentas manifestações de uma alegria atroz. A cabeça cortada, que ficava intacta, era logo, suspensa ao cepo, por meio de cordas, que se enfiavam pelos orifícios das orelhas e saíam pela boca. O todo era arranjado de maneira que se pudesse, artificialmente, obrigar a cabeça a um movimento de aprovação, reiterado à vontade, enquanto o grupo alegre de índios dançava em redor, atirando-lhe flechas, e insultando, covardemente, sem piedade. Terminada a festa, o vencedor ficava com direito de se apropriar da cabeça ainda sangrando".&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/leoniiorio/valenca_criterio_apresentacao.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://br.geocities.com/leoniiorio/valenca_criterio_apresentacao.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-4402961692574567752?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/4402961692574567752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=4402961692574567752&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/4402961692574567752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/4402961692574567752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/09/tapuias-coroados-puris-goitacs-araris.html' title='Tapuias: Coroados, Puris, Goitacás, Araris, Coropós'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SNqEqlkNeqI/AAAAAAAAAFk/tzgRvmeymp8/s72-c/393052v1i1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-3275715344292626371</id><published>2008-09-07T01:04:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T00:05:59.961-07:00</updated><title type='text'>7 de Setembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SMOYKgIGbzI/AAAAAAAAAFU/6g4K-XAnkTU/s1600-h/01g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243201697379413810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SMOYKgIGbzI/AAAAAAAAAFU/6g4K-XAnkTU/s400/01g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brasil 'ara kori, brasilygûara omomorang o retama ko'yr. Erimba'e peroetá Pindoretama kûape oîepotari. 5.000.000 abá omanõ peró sykaba pukuî. Abaetá tupianama omanõ nhẽ, tupinambá omanõ mbá. 'Ara Setembro 7 1822pe Brasil rubixaba portugalygûaramo nd'oîkóì umã, akûeî 'ara riré Tetametéramo Brasil 'ari. Ko'yr opá brasilygûara peronhe'enga rupi onhe'engi. Kó aîkó abanhe'enga rupi kûatîarabo, kéygûarûera ma'enduaramo, i moetébo abé. Abanhe'enga oîebyr oîkóbo, abaetá xe îabé oîkó ta abanhe'enga oîebyr i mokanhẽ'yma. Auîebeté!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-3275715344292626371?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/3275715344292626371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=3275715344292626371&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3275715344292626371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3275715344292626371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/09/7-de-setembro.html' title='7 de Setembro'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SMOYKgIGbzI/AAAAAAAAAFU/6g4K-XAnkTU/s72-c/01g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-7770320008885745049</id><published>2008-08-22T01:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T01:19:25.956-07:00</updated><title type='text'>Kyre'ymbaba kûatiara</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Îegûakab'iré, maranápe asó. Guarinĩ ixé, atãngatu aîkó. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237253236081738130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SK52Ee9qwZI/AAAAAAAAAFM/jXqTVRdqDiE/s400/tupi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já estava mais do que na hora de eu homenagear os tupis com uma ilustração minha. Aí está, nankin sobre canson A3.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-7770320008885745049?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/7770320008885745049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=7770320008885745049&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/7770320008885745049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/7770320008885745049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/08/kyreymbaba-katiara.html' title='Kyre&apos;ymbaba kûatiara'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ULk1P31Lzds/SK52Ee9qwZI/AAAAAAAAAFM/jXqTVRdqDiE/s72-c/tupi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5825357759148163709</id><published>2008-08-05T00:12:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T01:16:54.175-07:00</updated><title type='text'>Descrição de um Tupinambá do séc. XVI por Jean de Léry</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SJgL4TdvBjI/AAAAAAAAAEc/MVYWNcLjUEQ/s1600-h/tupinamba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230944029116401202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SJgL4TdvBjI/AAAAAAAAAEc/MVYWNcLjUEQ/s400/tupinamba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração por Hans Staden&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Direi, inicialmente, a fim de proceder com ordem, que os selvagens do Brasil, habitantes da América, chamados tupinambás, entre os quais residi durante quase um ano e com os quais tratei familiarmente, não são maiores nem mais gordos que os europeus; são porém mais fortes, mais robustos, mais entroncados, mais bem dispostos e menos sujeitos a moléstias, havendo entre eles muito poucos coxos, disformes, aleijados ou doentios. Apesar de chegarem muitos a 120 anos (sabem contar a idade pela lunação), poucos são os que na velhice têm os cabelos brancos ou grisalhos, o que demonstra não só o bom clima da terra, sem geadas nem frios excessivos que perturbem o verdejar permanente dos campos e da vegetação, mas ainda que pouco se preocupam com as coisas deste mundo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto à sua cor natural, apesar da região quente em que habitam, não são negros; são apenas morenos como os espanhóis ou os provençais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Têm pêlos como nós, mas apenas lhes repontam pêlos em qualquer parte do corpo, mesmo nas pálpebras e sobrancelhas, arrancam-nos com as unhas ou pinças que lhes dão os cristãos, e tal como fazem, ao que se diz, os habitantes da ilha de Cumuna, no Peru. Aliás o fato de arrancá-los das pálpebras e sobrancelhas torna-lhes a vista zarolha e feroz. Entretanto, os nossos tupinambás excetuam os cabelos, que nos homens são desde a juventude tosquiados bem rentes na parte superior e anterior do crânio, como uma coroa de frade, e na nuca à moda dos nossos antepassados ou dos que deixam crescer a cabeleira aparando os pêlos do pescoço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes têm por hábito furar o beiço inferior logo na infância, e usam no buraco um osso bem polido, alvo como marfim, feito à semelhança de uma carrapeta; e como a parte pontuda sai para fora uma polegada mais ou menos e fica o osso retido por um ressalto entre o beiço e a gengiva, eles o tiram e colocam como querem. Mas só usam esse osso branco na adolescência; quando adultos, curumim-açu (isto é, menino crescido), usam no furo do beiço uma pedra verde, espécie de falsa esmeralda, do tamanho de uma moeda do lado de fora e do lado de dentro presa por uma parte mais larga; algumas existem compridas e roliças como um dedo e destas trouxe eu uma para a França. Quando retiram a pedra do beiço e por divertimento enfiam a língua pela fenda, apresentam como que duas bocas, o que, como é de imaginar, os deforma horrivelmente. Ademais vi homens que não contentes com usar essas pedras verdes nos lábios ainda as traziam nas duas faces, furadas para esse fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, os nossos brasileiros pintam muitas vezes o corpo com desenhos de diversas cores e escurecem tanto as coxas e pernas com o suco do jenipapo que ao vê-los de longe pode-se imaginar estarem vestidos com calças de padre. Essa pintura preta do fruto do jenipapo imprime-se de tal maneira na carne que, embora os silvícolas se metam na água e se lavem amiudadamente, dura de dez a doze dias. Usam também crescentes de osso liso, brancos como alabastro, a que dão o nome de jac, lua; e trazem-nos pendentes ao pescoço por meio de cordões de algodão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso criam os nossos americanos grande quantidade de galinhas comuns, cuja raça foi introduzida pelos portugueses. Depenam as brancas e com instrumento de ferro (antes de os terem com peças aguçadas) picam bem miúdo o frouxel e as penas pequenas; depois fervem e tingem de vermelhos com pau-brasil e esfregam o corpo com certa resina apropriada grudam-nos em cima, ficando assim vermelhos e emplumados como pombos recém-nascidos. Isso talvez tenha levado alguns observadores apressados a propalarem o boato de serem os selvagens cabeludos; não o são, entretanto, como acima ficou dito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao ornato da cabeça, além da coroa de frade e da guedelha na nuca a que me referi, os tupinambás amarram penas encarnadas ou de outras cores, tiradas das asas de certas aves, em frontais muito semelhantes aos que costumam as senhoras usar em frança, parecendo até que se tenham inspirado nesta invenção, cujo nome entre os selvagens é jempenambi. Também usam nas orelhas ornatos de osso branco quase da mesma forma que os dos rapazes acima descritos. Existe no país uma ave, o tucano, que tem a plumagem negra como a do corvo, à exceção do papo, de quase quatro dedos de comprimento por três de largura, todo coberto de penas miúdas, amarelas e orladas de preto na parte inferior. Esfolam esse papo, a que denominam tucano como a ave, e depois de seco pregam-no com uma cera chamada iraieti nas faces, abaixo das orelhas de modo que lembram as chapas de cobre usadas nas cambas dos freios dos cavalos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando vão à guerra, ou quando matam com solenidade um prisioneiro para comê-lo, os selvagens brasileiros enfeitam-se com vestes, máscaras, braceletes e outros ornatos de penas verdes, encarnadas ou azuis, de incomparável beleza natural, a fim de mostrar-se mais belos e mais bravos. Muito bem mescladas, combinadas e atadas umas às outras sobre talicas de madeira formam vestuários que parecem de pelúcia e que podem rivalizar com os dos melhores artífices de França. Do mesmo modo enfeitam as guarnições de seu dardos e clavas de madeira, os quais, assim decorados, produzem um efeito deslumbrante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No preparo de seu vestuário utilizam-se de grandes penas de avestruz, obtidas com seus vizinhos. Isso prova a existência, em alguma região do país, dessas enormes aves; mas não posso dizer que as tenha visto. As plumas, que são pardas, ligam-se pela haste central, ficando soltas as pontas que se encurvam à maneira de uma rosa e formam grandes penachos denominados araroyé,50 os quais são usados amarrados à cintura por um cordel de algodão. E como a parte larga fica para fora e a estreita junto da carne, parece que, assim adornados, carregam à cinta uma capoeira de frangos. Mais adiante direi com minúcias como os seus maiores guerreiros, a fim de mostrar valentia e indicar quantos inimigos mataram e quantos prisioneiros comeram, retalham o peito, os braços e as coxas, esfregando as incisões com certo pó preto e indelével; e dir-se-ia que usam calções e jibões suíços riscados".&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;editado do cap. VIII do livro Viagem à Terra do Brasil de Jean De Léry&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5825357759148163709?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5825357759148163709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5825357759148163709&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5825357759148163709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5825357759148163709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/08/descrio-de-um-tupinamb-do-sc-xvi-por.html' title='Descrição de um Tupinambá do séc. XVI por Jean de Léry'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SJgL4TdvBjI/AAAAAAAAAEc/MVYWNcLjUEQ/s72-c/tupinamba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2857293556370190233</id><published>2008-06-17T00:06:00.000-07:00</published><updated>2008-06-17T01:04:51.722-07:00</updated><title type='text'>Nhe'engáporangatu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns provérbios interessantes de índios norte americanos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A starving man will eat with the wolf." &lt;strong&gt;Oklahoma&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"If we wonder often, the gift of knowledge will come" &lt;strong&gt;Arapaho&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Those that lie down with dogs, get up with fleas." &lt;strong&gt;Blackfoot&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"The weakness of the enemy makes our strength." &lt;strong&gt;Cherokee&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Beware of the man who does not talk, and the dog that does not bark." &lt;strong&gt;Cheyenne&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"If a man is as wise as a serpent, he can afford to be as harmless as a dove" &lt;strong&gt;Cheyenne&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"All who have died have are equal." &lt;strong&gt;Comanche&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Listen or your tongue will keep you deaf. " &lt;strong&gt;Cree&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Old age is not as honorable as death, but most people want it." &lt;strong&gt;Crow&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Day and night cannot dwell together." &lt;strong&gt;Duwamish&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"All dreams spin out from the same web." &lt;strong&gt;Hopi&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"The one who tells the stories rules the world." &lt;strong&gt;Hopi&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"In death, I am born." &lt;strong&gt;Hopi&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Walk lightly in the spring; Mother Earth is pregnant." &lt;strong&gt;Kiowa&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"The frog does not drink up the pond in which he lives." &lt;strong&gt;Sioux&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A people without a history is like the wind over buffalo grass." &lt;strong&gt;Sioux&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"It is easy to be brave from a distance." &lt;strong&gt;Omaha&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"The bird who has eaten cannot fly with the bird that is hungry." &lt;strong&gt;Omaha&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"If you see no reason for giving thanks, then don't give thanks. " &lt;strong&gt;Minquass&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A good chief gives, he does not take... much." &lt;strong&gt;Mohawk&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"It's impossible to awaken a man who is pretending to be asleep." &lt;strong&gt;Navajo&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"You cannot see the future with tears in your eyes." &lt;strong&gt;Navajo&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"White men have too many chiefs." &lt;strong&gt;Nez Perce &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A hungry stomach makes a short prayer." &lt;strong&gt;Paiute&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Each person is his own judge." &lt;strong&gt;Shawnee&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Man has responsibility, not power. " &lt;strong&gt;Tuscarora&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Don't walk behind me; I may not lead. Don't walk in front of me; I may not follow. Walk beside me that we may be as one." &lt;strong&gt;Ute&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"God gives us each a song." &lt;strong&gt;Ute&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A man must make his own arrows." &lt;strong&gt;Winnebago&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"After dark all cats are leopards." &lt;strong&gt;Zuni&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Listening to a liar is like drinking warm water." &lt;strong&gt;tribe unknown&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"If you chase two rabbits, you will lose them both." &lt;strong&gt;tribe unknown&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"If you take [a copy of] the Christian Bible and put it out in the wind and the rain, soon the paper on which the words are printed will disintegrate and the words will be gone. Our bible IS the wind."  &lt;strong&gt;tribe unknown&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://en.wikiquote.org/wiki/Native_American_proverbs"&gt;http://en.wikiquote.org/wiki/Native_American_proverbs&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2857293556370190233?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2857293556370190233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2857293556370190233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2857293556370190233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2857293556370190233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/06/nheengporangatu.html' title='Nhe&apos;engáporangatu'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5343853033401200559</id><published>2008-06-15T20:03:00.001-07:00</published><updated>2008-06-15T20:05:40.685-07:00</updated><title type='text'>Nhe'engara: Anhangaratá'ygûara</title><content type='html'>Mboîtatá&lt;br /&gt;Anhangaratá&lt;br /&gt;uîme suí&lt;br /&gt;Ta ko'yr momoxy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mboîtatá&lt;br /&gt;Mosykyîesara&lt;br /&gt;Mba'etatá&lt;br /&gt;Anhangarata'ygûara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paráypype onhemimngatu a'e, satá i atãngatu nh~e&lt;br /&gt;Ka'akaîtara omomosem a'e, mboîtatá osepîak endé&lt;br /&gt;Satá reburusu pytunyme&lt;br /&gt;Mem~e iké sekóne&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5343853033401200559?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5343853033401200559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5343853033401200559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5343853033401200559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5343853033401200559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/06/nheengara-anhangaratygara.html' title='Nhe&apos;engara: Anhangaratá&apos;ygûara'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-3554049109808330885</id><published>2008-05-30T23:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T23:38:03.754-07:00</updated><title type='text'>Remanescentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você é um índio, está se alimentando com sua família quando de repente um objeto voador extremamente barulhento se aproxima da sua aldeia. Você não conhece aquilo, viu alguma poucas vezes mas não tem idéia do que possa ser. O que você faz? Você dispara flechas. É o puro instinto de defesa e sobrevivência entrando em vigor (agora entendo melhor porque aquela linda garota desconhecida me encara com temor, hehehe).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvGo3KgwI/AAAAAAAAADs/g44CEdyMPwU/s1600-h/BRAZ-UNC-GM-03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206424066567340802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvGo3KgwI/AAAAAAAAADs/g44CEdyMPwU/s400/BRAZ-UNC-GM-03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvG43KgxI/AAAAAAAAAD0/UIcZ-Gz8qGQ/s1600-h/BRAZ-UNC-GM-07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206424070862308114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvG43KgxI/AAAAAAAAAD0/UIcZ-Gz8qGQ/s400/BRAZ-UNC-GM-07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvHI3KgyI/AAAAAAAAAD8/fsqqDf0sYWI/s1600-h/BRAZ-UNC-GM-08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206424075157275426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvHI3KgyI/AAAAAAAAAD8/fsqqDf0sYWI/s400/BRAZ-UNC-GM-08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvHY3KgzI/AAAAAAAAAEE/LmwMn61-BZI/s1600-h/indios.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206424079452242738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvHY3KgzI/AAAAAAAAAEE/LmwMn61-BZI/s400/indios.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas são as fotos de uma das tribos que ainda não tiveram contato com o mundo "civilizado". Eles estão localizados entre a fronteira do Brasil e Peru na selva Amazônica. Minha vontade é que eles permanecam sem contato e assim possam sobreviver até o fim da humanidade. Mais informações aqui: &lt;a href="http://www.survival-international.org/"&gt;http://www.survival-international.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-3554049109808330885?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/3554049109808330885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=3554049109808330885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3554049109808330885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3554049109808330885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/05/remanescentes.html' title='Remanescentes'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SEDvGo3KgwI/AAAAAAAAADs/g44CEdyMPwU/s72-c/BRAZ-UNC-GM-03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2096634892018014267</id><published>2008-04-21T14:43:00.001-07:00</published><updated>2008-04-21T15:12:02.877-07:00</updated><title type='text'>VIII Festa do Índio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesse fim de semana aconteceu a VIII Festa do Índio em Bertioga e pela terceira vez seguida eu compareci. O evento conta com a presença de tribos de todo o país. As etnias apresentam seus rituais, costumes, cantos e danças, há venda de artesanato e competições esportivas tradicionais (como a corrida de toras) entre as tribos. Dessa vez eu perdi os Kayapós mas ganhei os Ashaninkas, Shanenawas, Yanomami, Bororo e outros.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191817769523827122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SA0KwQMHUbI/AAAAAAAAADE/mT6ufO1oqEw/s400/festa4.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apresentação da etnia Kalapalo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191817769523827138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SA0KwQMHUcI/AAAAAAAAADM/GhNoyTzNMf0/s400/festa3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Shanenawa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191817773818794450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SA0KwgMHUdI/AAAAAAAAADU/CCWkNiDnMHM/s400/festa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kuikuro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191817773818794466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SA0KwgMHUeI/AAAAAAAAADc/ZO4l-6QHT-Y/s400/festa2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não deu pra desenhar o Boitatá hahaha, mas o cacique Kuikuro fez um ótimo trabalho no meu braço, foi uma honra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191817778113761778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SA0KwwMHUfI/AAAAAAAAADk/xnNqNe1qEPI/s400/festa5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ashaninkas do Acre, descendentes dos Incas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não é só a cultura e a beleza dos índios que é objeto de admiração, mas também os valores. Diferente da classe média branca individualista das regiões metropolitanas, os índios, de qualquer etnia, possuem um sentimento muito vivo de união e respeito. Eles sabem reconhecer a importância de um cacique, de um guerreiro, de um pajé, de um caçador ou de uma mulher e trabalham juntos para garantir o bem geral da tribo. Outro fato que me deixou muito feliz nesse evento, foi escutar as crianças indígenas falando a língua nativa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Voltei pra casa com orgulho de ter os indígenas como parte da população brasileira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2096634892018014267?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2096634892018014267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2096634892018014267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2096634892018014267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2096634892018014267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/04/viii-festa-do-ndio.html' title='VIII Festa do Índio'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/SA0KwQMHUbI/AAAAAAAAADE/mT6ufO1oqEw/s72-c/festa4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-4879082855931067701</id><published>2008-04-06T01:20:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T01:46:18.138-07:00</updated><title type='text'>Resistência em Paranãboka</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R_iNaD91cGI/AAAAAAAAACU/Pp_lWIif8Jo/s1600-h/caete.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186050449797902434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R_iNaD91cGI/AAAAAAAAACU/Pp_lWIif8Jo/s400/caete.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A resistência nativa contra a escravização portuguesa se deu também em outros lugares além do litoral sul com os tamoios. Hans Staden mal tinha chegado na América e já teve que acudir uma vila portuguesa que estava sitiada pelos índios caetés de Pernambuco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como os selvagens do logar Prannenbucke se revoltaram e quizeram destruir a colônia dos portuguezes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Aconteceu que os selvagens do logar se tinham revoltado contra os portuguezes, o que dantes nunca fizeram; mas agora o faziam por se sentirem escravizados. Por isso, o governador nos pediu, pelo amor de Deus, que ocupássemos o logar denominado Garasú, a cinco milhas de distancia do porto de Marin, onde estávamos ancorados, e de que os selvagens se queriam apoderar. Os habitantes da colônia de Marin não podiam ir em auxílio delles, porque receiavam que os selvagens viessem atacar.&lt;br /&gt;Fomos, pois, em auxílio da gente de Garasú, com quarenta homens do nosso navio e para lá nos dirigimos numa embarcação pequena. A colônia fica num braço de mar, que avança duas léguas pela terra a dentro. Haveria ali uns noventa christãos para a defesa. Com elles se achavam mais uns trinta mouros e esvravos brasileiros pertencentes aos moradores. Os selvagens, que nos sitiavam, orçavam por oito mil.&lt;br /&gt;Tínhamos ao redor da praça apenas uma estaca de madeira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De como eram suas fortificações e como elles combatiam contra nós&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao redor do logar onde estávamos sitiados havia uma matta, na qual tinham construído dois reductos de troncos grossos, onde se recolhiam á noite; e quando nós atacávamos, para lá se refugiavam. Ao pé destes reductos abriam buracos no chão, onde se metiam durante o dia e donde saíam para nos guerrilhar. Quando atirávamos sobre elles, caíam todos por terra pensando assim evitar o tiro. Tinham-nos sitiado tão bem, que não podíamos sair nem entrar. Aproximavam-se do povoado; atiravam flechas para o ar, visando na queda nos alcançar; atiravam também flechas com algodão seguro com cera a que deitavam fogo com o fim de incendiar os tectos das casas e combinavam já de antemão o modo de nos devorar quando nos houvessem colhido".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Retirado do livro de Hans Staden, Viagem ao Brasil, de 1557.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-4879082855931067701?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/4879082855931067701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=4879082855931067701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/4879082855931067701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/4879082855931067701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/04/resistncia-em-paranboka.html' title='Resistência em Paranãboka'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R_iNaD91cGI/AAAAAAAAACU/Pp_lWIif8Jo/s72-c/caete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-650006205866816837</id><published>2008-03-28T14:12:00.000-07:00</published><updated>2008-04-02T19:50:26.838-07:00</updated><title type='text'>continuação do argumento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cada volta do engenho faz Aimbirê lembrar do tempo que era livre e vivia em harmonia com a terra e sua família. Mas essa agonia não está para durar. Outros tupis que trabalham forçadamente ao lado de Aimbirê já têm conhecimento de seus planos e só esperam o momento certo de retaliar. Não foi como ele esperava, pois só no momento da morte de seu pai Kaîrusu, é que Aimbirê tem alguma liberdade para agir. Ele não hesita e, em poucos minutos, caos, fogo e sangue se espalham com fúria selvagem por toda fazenda. Estão livres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais ao norte e pro interior, as fazendas dos pêros também não têm sossego. Ainda desinformados dos feitos de Aimbirê, tapuias compartilhando do mesmo sentimento dos tupis, também agem com fervor. São os astutos aimorés, silenciosos durante a noite, apenas cinco ou seis homens são suficientes para deixar uma fazenda em cinzas. A desgraça dos pêros está para começar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-650006205866816837?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/650006205866816837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=650006205866816837&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/650006205866816837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/650006205866816837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/03/continuao-do-argumento.html' title='continuação do argumento'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5045615162643301347</id><published>2008-03-24T17:13:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T00:12:51.588-07:00</updated><title type='text'>Tapyîa Îukábo</title><content type='html'>Atãngatu i xe ybyrapema&lt;br /&gt;Aîakang’ok muruetá&lt;br /&gt;Okaryby îemopyrang&lt;br /&gt;Ta kunhã îemooryb mbá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapyîa îukábo asó&lt;br /&gt;Gûarin~iusu ixé&lt;br /&gt;Pysaré ka’ábo asó&lt;br /&gt;T’amoerapûan abé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xe reté i atã&lt;br /&gt;Xe îybá sepenhan&lt;br /&gt;Xe ybyrá i apûan&lt;br /&gt;Poruasu ixé irã&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5045615162643301347?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5045615162643301347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5045615162643301347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5045615162643301347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5045615162643301347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/03/tapya-ukbo.html' title='Tapyîa Îukábo'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-6397090870548666904</id><published>2008-03-02T23:03:00.000-08:00</published><updated>2008-08-22T01:22:37.805-07:00</updated><title type='text'>Kadiwéu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Além dos Kayapós, a etnia Kadiwéu (Guaikuru) é uma das que eu tenho muita admiração entre os tapuias. A língua Kadiwéu não é da famiília Tupi-Guarani, mas da família Guaikuru que se incluem etnias do Paraguai e Argentina e algumas extintas como os Paiaguás. São muitas as singularidades dos Guaikurus. Possuíam uma cultura de capturar inimigos de outras tribos, constituindo assim uma sociedade dividida entre nobres e cativos. Os Guaikurus dominavam a lança e eram os únicos índios brasileiros cavaleiros. Possuem uma pintura corporal e grafismos complexos, prezando muito sua identidade. Eram nobres guerreiros por natureza, mestres da arte da guerra, e isso me faz pensar numa aproximação com os Espartanos ou com os índios Comanches da América do Norte. Os Guaikurus situam-se no Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira do Paraguai. Eles possuem extrema importância na história do Brasil, pois lutaram do nosso lado na guerra do Paraguai, conseguindo assim a demarcação de suas terras. Darcy Ribeiro foi um dos principais pesquisadores dos Guaikurus e nos mostra no trecho a seguir um pouco do que foi a vida dos Kadiwéus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“...remanescentes dos antigos Guaikuru, únicos índios do Brasil que dominaram o cavalo e com ele impuseram sua suserania sobre muitas tribos de uma área extensíssima, que ia desde o Pantanal até todo o Sul de Mato Grosso e levava seus ataques ao Rio Grande, à fronteira de São Paulo, a Boa Vista, ao alto rio Paraguai e às imediações de Assunção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mitologia conta que, tendo sido feitos por último, quando o Criador não tinha com que aquinhoá-los, lhes deu, em compensação, sua propensão guerreira para conquistar na guerra contra povos tudo o que quisessem ter. É a típica genealogia de um povo guerreiro, saqueador. Um &lt;strong&gt;herenvolk&lt;/strong&gt;, que levou tão a fundo seu papel e sua aristocracia que as suas mulheres deixaram quase totalmente de parir para substituir os filhos próprios por crianças tomadas de outras tribos que eles dominavam." (Darcy Ribeiro, Confissões, S. Paulo, Ed. Companhia das Letras, 1997, p. 162/163)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fontes: http://www.socioambiental.org/pib/epi/kadiweu/kadiweu.shtm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-6397090870548666904?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/6397090870548666904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=6397090870548666904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/6397090870548666904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/6397090870548666904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/03/kadiwu.html' title='Kadiwéu'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2674302459202684192</id><published>2008-02-04T08:50:00.000-08:00</published><updated>2008-02-04T09:14:36.457-08:00</updated><title type='text'>O Curupira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Momoxyba’e îara&lt;br /&gt;Muru Pa’igûasu&lt;br /&gt;Abárugûygûara&lt;br /&gt;Ogûerekó pirúna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A’e Kurupira seraba’e&lt;br /&gt;Kurupira mã!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"É cousa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios, que os Brasis chamam curupira, que acometem aos Índios muitas vezes no mato, dão lhes de açoites, machucam-nos e matam-nos. São testemunhas disso os nossos Irmãos, que viram algmuas vezes os mortos por eles."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anchieta, Cartas do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além de mitologia e história antiga, animação e ilustração são atividades que muito me atraem, e não só a mim; pois a prefeitura do Rio financiou o projeto "Juro que Vi" que conta com uma série de animações, dirigidas por Humberto Avelar, mostrando um pouco dos mitos genuinamente brasileiros. Confira a animação do Curupira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=r2uvjgbcMtY&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=r2uvjgbcMtY&amp;amp;feature=related&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2674302459202684192?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2674302459202684192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2674302459202684192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2674302459202684192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2674302459202684192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/02/o-curupira.html' title='O Curupira'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-806615499410283401</id><published>2008-01-06T17:32:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T07:01:08.754-08:00</updated><title type='text'>Poru</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A antropofagia é na minha opinião um dos costumes mais exóticos dos antigos tupis. Gosto muito de ler sobre os relatos (acadêmicos e fantasiosos) dos que acompanharam de perto o ritual. Selecionei dois trechos que citam o costume peculiar dos habitantes da costa brasileira. O primeiro, através de uma carta do padre Anchieta, relata a dificuldade de se catequizar alguns mamelucos (filhos de João Ramalho) que viviam entre índios e brancos. O segundo mostra uma particularidade menos conhecida das índias que engravidavam de prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“De facto, alguns cristãos filhos de pai português e mãe brasílica, que estão apartados de nós 9 milhas numa povoação de portugueses, não cessam nunca de esforçar-se juntamente com o pai por lançar a terra a obra que procuramos edificar com a ajuda de Deus pois exortam repetida e criminosamente os catecúmenos a apartarem-se de nós e a crerem neles, que usam arco e frechas como os índios, e a não fiarem em nós que fomos enviados aqui por causa de nossa maldade. Com esses e semelhantes coisas conseguem que uns não creiam na pregação da palavra de Deus e que outra que parecia já termos encerados no redil de Cristo voltem aos antigos costumes e se apartem de nós para viverem mais livremente. Os nossos irmãos tinham gasto quase um ano e meio a doutrinar uns, que distam de nós 90 milhas e eles, renunciando aos costumes gentílicos, tinham resolvido seguir os nossos e tinham-nos prometido nem matar nunca os inimigos nem comer carne humana. Agora porém, convencidos por estes cristãos e levados pelo exemplo de uma nefanda e abominável depravação, preparam-se não só para os matar mas também para comer.&lt;br /&gt;Da guerra a que me referi acima, tendo um destes cristãos trazido um cativo, entregou-o a um irmão dele para o matar. E matou-o de fato com muita crueldade, tingindo as próprias pernas de vermelho e tomando o nome de quem matara em sinal de honra, como é costume entre os gentios; e, se o não comeu, deu-o ao menos a comer aos índios, exortando-os a que não deixassem perder a quem ele matara, mas o assassem e levassem para comer.&lt;br /&gt;Outro irmão do mesmo, advertindo-se de que tivesse cuidado com a Santa Inquisição, por seguir costumes gentílicos, respondeu que vararia com flexas duas inquisições.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carta de Anchieta ao Padre Inácio de Loyola – São Paulo de Piratininga – 1-9- 1554&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(...) Dão a cada um por mulher a mais famosa moça que há na sua casa, com quem se ele agasalha todas as vezes que quer, a qual a moça tem cuidado de o servir e de lhe dar o necessário para comer e beber, com o que cevam cada hora e lhe fazem muitos regalos. E se esta moça emprenha do que está preso, como acontece muitas vezes, como pare a criança até idade que se pode comer, que se oferece para isso ao parente mais chegado, que lho agradece muito, o qual lhe quebra a cabeça em terreiro, (...) onde toma o nome; e como a criança é morta, a comem assada com grande festa, e a mãe é a primeira que come dessa carne, o que tem por grande honra.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gabriel Soares de Sousa, Tratado descritivo do Brasil em 1587, p.325&lt;br /&gt;Retirado do livro Método Moderno de Tupi Antigo do prof. Eduardo de Almeida Navarro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-806615499410283401?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/806615499410283401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=806615499410283401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/806615499410283401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/806615499410283401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2008/01/poru.html' title='Poru'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-6375035204828125967</id><published>2007-12-25T21:51:00.000-08:00</published><updated>2008-09-02T21:02:54.672-07:00</updated><title type='text'>Santo André da Borda do Campo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R3HvCQXLtBI/AAAAAAAAACE/PRJfmm6eg84/s1600-h/sbc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148158671092167698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R3HvCQXLtBI/AAAAAAAAACE/PRJfmm6eg84/s400/sbc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi só depois de começar a estudar o tupi antigo que tive a curiosidade de saber mais sobre o índio e o homem branco carregando um rifle, representados na bandeira da cidade onde nasci, São Bernardo do Campo. O nome inicial foi Santo André da Borda do Campo, uma vila vizinha da aldeia de Piratininga. A cidade é a primeira no topo da serra do mar, era uma aldeia de mamelucos e se desenvolveu após a criação do colégio de São Paulo como explica Aylton Quintiliano em A Guerra dos Tamoios: &lt;em&gt;“...Nóbrega decidiu pôr em execução um plano de há muito acalentado: fundar um colégio no planalto. Designou uma missão, chefiada pelo padre Manuel de Paiva e da qual participava Anchieta , com a incumbência de estudar o local onde seria instalado o colégio. Geribatiba, Piratininga e Borda do Campo (duas aldeias indígenas e uma de brancos e mamelucos) foram os locais que primeiro mereceram a atenção dos jesuítas”.&lt;/em&gt; Escolheram Piratininga por estar mais afastada de vícios e problemas vindo de colonos, mamelucos ou mesmo de selvagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fundação do colégio, Piratininga começou a crescer &lt;em&gt;“e, em pouco tempo, sobrepujava a vila de Santo André, de que era alcaide-mor João Ramalho, a quem os padres acusavam de atentar contra Deus, promovendo o tráfico de escravos índios”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Aqui pertinho de casa, há o Colégio João Ramalho e a rodovia Tibiriçá. João Ramalho foi o fundador da cidade. Como a plantação de cana não deu acerto por aqui, ele aprisionava índios e os vendia como escravos. Tibiriçá era o líder dos Guaianás, aliados dos portugueses. Tibiriçá ajudava João Ramalho capturando inimigos de outras tribos que seriam vendidos para Brás Cubas. Quintiliano explica: &lt;em&gt;“O intrépido e ambicioso fidalgo português, aliando-se a João Ramalho, que se localizara com os guaianases e Tibiriçá no alto da serra, conseguia desenvolver suas fazendas na base do trabalho escravo. Ramalho comandava sortidas pelo interior, levantando os índios de Tibiriçá contra outras tribos. E entregava os prisioneiros a Brás Cubas, em troca de mercadorias”&lt;/em&gt;. Após a instalação do colégio, os colonos que aqui moravam foram transferidos para São Paulo de Piratininga, por isso a frase na bandeira: “Paulistarum Terra Mater” – Terra Mãe dos Paulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que minha cidade nasceu, graças ao trabalho de um colono escravizador de índios e de um cacique traidor do seu próprio povo. Há um lugar bonito aqui, perto da minha casa e já perto da serra. É o Riacho Grande. Uma região com abundância de água e mata. Eu a visitava bastante quando pequeno, meus pais me levavam pra almoçar em um clube bem perto da represa. Naquela época eu já imaginava os índios habitando aquela região, e isso pode até realmente ter acontecido devido à abundância de água e de mata atlântica. Eu praticamente podia enxergar o povo ancestral daquela área enquanto brincava tacando pedras na represa... graças aos homens de João Ramalho, eu só imaginava pois nem vestígios sobraram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-6375035204828125967?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/6375035204828125967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=6375035204828125967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/6375035204828125967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/6375035204828125967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/12/santo-andr-da-borda-do-campo.html' title='Santo André da Borda do Campo'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R3HvCQXLtBI/AAAAAAAAACE/PRJfmm6eg84/s72-c/sbc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5330599832329035275</id><published>2007-12-16T23:06:00.001-08:00</published><updated>2008-01-07T08:26:04.837-08:00</updated><title type='text'>O Peabiru</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R2YgMEXjhdI/AAAAAAAAAB8/o_9ThGL7Gqg/s1600-h/peabiru.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144835016020428242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R2YgMEXjhdI/AAAAAAAAAB8/o_9ThGL7Gqg/s400/peabiru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Peabiru é um caminho ou uma interligação de estradas rústicas, localizadas no sul do Brasil, que percorrem o litoral brasileiro até o Paraguai. O Peabiru foi idealizado pelos índios mas há muito mistério envolto da sua história. Incas, caminho para a Ybymarãe’yma - a terra sem mal, o mito de Sumé e interferência do homem branco na sua criação. É incrível imaginar que o Peabiru esteja interligado com as trilhas incas e eu já li relatos antigos de que os próprios índios diziam que a terra sem mal estaria localizada à oeste de onde viviam. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A verdade é que a arqueologia não trabalha com mitos ou especulações e que os relatos de estudioso confirmam que o Peabiru termina no chaco paraguaio. Até agora essa é a resolução final, sem muita graça, porém a mais próxima da realidade. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem quiser saber mais sobre a história e a parte mítica do Peabiru confira aqui: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=Uq8NLm6xsRQ"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=Uq8NLm6xsRQ&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5330599832329035275?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5330599832329035275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5330599832329035275&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5330599832329035275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5330599832329035275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/12/o-peabiru.html' title='O Peabiru'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R2YgMEXjhdI/AAAAAAAAAB8/o_9ThGL7Gqg/s72-c/peabiru.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-568124307177425711</id><published>2007-12-10T11:43:00.000-08:00</published><updated>2008-10-07T17:05:28.964-07:00</updated><title type='text'>Nhe'engorybe'yma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após momentos de decepção ou desilusão, é assim que falo com Tupã: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Xe rubusu gûé! Xe pysyrõ îepé abáatãe'yma suí, eîme'eng ixébe py'aatã&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kane'õ aîkó&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kane'õ aîkó &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Xe rubusu gûé! Xe rendub îepé&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kane'õ aîkó&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kane'õûeté &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-568124307177425711?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/568124307177425711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=568124307177425711&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/568124307177425711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/568124307177425711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/12/nheengorybeyma.html' title='Nhe&apos;engorybe&apos;yma'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-1902592761673514756</id><published>2007-12-04T23:11:00.000-08:00</published><updated>2007-12-04T23:40:05.843-08:00</updated><title type='text'>O último tamoio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em “DE GESTIS A MEM DE SÁ”, Anchieta escreveu:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“As hordas selvagens contratacam de cima do monte, levantam o grito de guerra que reboa na altura e vibram fremindo os arcos: furor guerreiro os sacode e logo despejam do alto uma chuva de flechas, cobrindo os cumes verdejantes como uma nuvem”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140384130487302178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R1ZQIbrAOCI/AAAAAAAAABs/xS9t3fb30D0/s400/ra_1883_tamoyo.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;Aimbirê, assim como Cunhambebe e Pindobusu, é mais um herói brasileiro esquecido e carente de valor histórico que morreu lutando pela dignidade e liberdade do seu povo. Estou aqui pra lembrá-lo e honrá-lo, como Rodolpho Amoêdo fez com essa pintura.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-1902592761673514756?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/1902592761673514756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=1902592761673514756&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1902592761673514756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1902592761673514756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/12/o-ltimo-tamoio.html' title='O último tamoio'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R1ZQIbrAOCI/AAAAAAAAABs/xS9t3fb30D0/s72-c/ra_1883_tamoyo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-5017037446125733954</id><published>2007-11-30T14:57:00.000-08:00</published><updated>2007-11-30T20:49:37.770-08:00</updated><title type='text'>Tatuando o Mboîtatá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A pintura corporal é uma cultura herdada de diferentes comunidades antigas, selvagens, como os indígenas. Das que resistiram no Brasil, eu particularmente gosto da pintura corporal dos Mebengokres (Kayapó) que já pude acompanhar de perto a realização. Hoje temos a tatuagem, que também sinto apreço. Os desenhos que vejo bastante no corpo das pessoas são dragões, tigres, flores, Budas, fadas e caveiras. Eu, caso fosse tatuar algo em mim, tatuaria o Boitatá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boitatá, Baitatá, Batatá, no Centro-Sul, Biatatá na Bahia, Batatal em Minas Gerais, Bitatá em São Paulo, Jean de la Foice ou Jean Delafosse em Sergipe e Alagoas, João Galafuz em Itamaracá, Batatão, no Nordeste; de mba’e (...), o agente, a coisa, e tatá, fogo, (...) a coisa do fogo, um dos primeiros mitos registrados no Brasil. O Padre José de Anchieta, a 31 de maio de 1560, informara: “Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados baetatá, que quer dizer a cousa de fogo, o que é o mesmo como se se disesse o que é todo fogo. Não se vê outra coisa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os, como os curupiras; o que seja isto, ainda não se sabe com certeza” (128-129, Cartas, Informações, Fragmentos Históricos etc., do Padre José de Anchieta, Rio de Janeiro, 1933). Couto de Magalhães (O Selvagem, Rio de Janeiro, 1876) arquitetou uma teogonia ameríndia, dando hierarquia aos mitos dos indígenas. Sobre o Boitatá escreveu: “Mboitatá é o gênero que protege os campos contra aqueles que o incendeiam; como a palavra o diz, mboitatá é cobra-de-fogo; as tradições figuram-na como uma pequena serpente de fogo, que de ordinária reside n’água. Às vezes transforma-se em um grosso madeiro em brasa, denominado méuan, que faz morrer por combustão aquele que incendeia inutilmente os campos” (...) “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro.&lt;br /&gt;Retirado do livro Método Moderno de Tupi Antigo do prof. Eduardo de Almeida Navarro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho o Dragão um bicho sensacional, assim como o tigre. Admiro a cultura chinesa e de outros países, mas não nasci em Shangai, Oslo ou Londres. Eu nasci em São Bernardo do Campo, vizinha da antiga São Paulo de &lt;strong&gt;Piratininga&lt;/strong&gt;. Minha casa fica próxima à Av. &lt;strong&gt;Jurubatuba&lt;/strong&gt; e, da Rodovia &lt;strong&gt;Anchieta&lt;/strong&gt;, na qual alguns quilômetros à frente, cruza com a Rodovia &lt;strong&gt;Tybyresá&lt;/strong&gt;, caminho para se chegar em &lt;strong&gt;Paranãepîakaba&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas figuras míticas ficam bonitas na pele das pessoas. Eu escolheria uma &lt;em&gt;Serpente de Fogo&lt;/em&gt; para ser tatuada, eu escolheria o &lt;strong&gt;Mboîtatá&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-5017037446125733954?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/5017037446125733954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=5017037446125733954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5017037446125733954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/5017037446125733954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/pintura-corporal-uma-cultura.html' title='Tatuando o Mboîtatá'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2227083135047987510</id><published>2007-11-28T19:13:00.000-08:00</published><updated>2008-03-21T19:55:21.051-07:00</updated><title type='text'>Nhe' engara: Maranaba Osyk</title><content type='html'>Îukásaba our&lt;br /&gt;Aîerokyne&lt;br /&gt;Aîemoún mbá&lt;br /&gt;Ta xe sumarã îuká&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anhemim ka’ápe&lt;br /&gt;Tobaîara koty aîeîtyka&lt;br /&gt;Xe ybyrapema pupé&lt;br /&gt;Asó tenh~e´yma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amoerapûane&lt;br /&gt;Sumarã îukábo&lt;br /&gt;Kyre'ymbabamo&lt;br /&gt;Aîkóne&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2227083135047987510?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2227083135047987510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2227083135047987510&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2227083135047987510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2227083135047987510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/nhe-engara-maranaba-osyk.html' title='Nhe&apos; engara: Maranaba Osyk'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-1631130237959899416</id><published>2007-11-27T14:07:00.000-08:00</published><updated>2008-03-28T14:16:16.863-07:00</updated><title type='text'>Esboço do argumento de um roteiro de um possível longa metragem.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Confederação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano de 1554. A costa brasileira nunca foi tão movimentada. Os Franceses tentam estabelecer uma colônia na Bahia de Guanabara fazendo amizade com os nativos daquela região, os Tupinambás. Mais ao sul, nas proximidades de São Vicente, os portugueses aliaram-se aos nativos Tupinakyîa e levam adiante o processo de exploração da terra. No mato, a guerra ancestral entre Tupinakyîa e Tupinambá está ainda mais fervorosa. Guerreiros trocam de nome. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Uma nau francesa desembarca na enseada próxima à aldeia de Kunhambeba. Pindobusu os recebe e os franceses dizem que naus portuguesas, trazendo material bélico pesado, chegarão em breve em São Vicente. Pindobusu corre para dar a notícia aos outros líderes. Nos últimos meses, os ataques são freqüentes entre tribos rivais. Portugueses acompanhados de índios tupinakyîa escravizam e assassinam outros nativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;...continua&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-1631130237959899416?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/1631130237959899416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=1631130237959899416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1631130237959899416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1631130237959899416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/esboo-do-argumento-de-um-roteiro-de-um.html' title='Esboço do argumento de um roteiro de um possível longa metragem.'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-994627938560187486</id><published>2007-11-25T11:12:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T11:30:22.455-08:00</updated><title type='text'>Monstro da Selva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Onde hoje é o Rio de Janeiro, os franceses fizeram amizade com os tupinambás e tentaram estabelecer uma colônia que futuramente falhou. No trecho a seguir, Jean de Léry se aventura pela mata e acaba se deparando com um animal selvagem assustador que por pouco não o ataca...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;"Certa ocasião dois franceses e eu cometemos o êrro de visitar o pais sem guias selvagens; perdemo-nos na mata e, quando ladeávamos profundo vale, ouvimos o rumor de um bruto que vinha em nossa direção mas, pensando que fôsse algum selvagem não paramos nem demos importância ao caso. De repente, a trinta passos de distância, à direita, vimos na encosta da montanha um enorme lagarto maior do que um homem e com um comprimento de seis a sete pés. Parecia revestido de escamas esbranquiçadas, ásperas e escabrosas como cascas de ostras; ergueu uma pata dianteira e com a cabeça levantada e os olhos cintilantes encarou-nos fixamente. Como nenhum de nós trazia arcabuz ou pistola, mas somente espadas e arcos e flechas na mão, armas inúteis contra animal tão bem armado, ficamos quedos e imóveis, pois temíamos que, fugindo, o bruto viesse contra nós e nos devorasse. O monstruoso e medonho lagarto, abrindo a bôca por causa do grande calor que fazia e soprando tão fortemente que o ouvíamos muito bem, contemplou-nos durante um quarto de hora; voltou-se depois, de repente, e fugiu morro acima fazendo maior barulho nas fôlhas e ramos varejados do que um veado correndo na floresta. O susto nos tirou a lembrança de persegui-lo e, louvando a Deus por ter-nos livrado do perigo, prosseguimos no passeio. E como dizem que o lagarto se deleita ao aspecto do rosto humano, é certo que êsse teve tanto prazer em olhar para nós quanto nós tivemos pavor em contemplá-lo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Retirado do livro de Jean de Léry, Viagem à Terra do Brasil, de 1576.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-994627938560187486?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/994627938560187486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=994627938560187486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/994627938560187486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/994627938560187486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/monstro-da-selva.html' title='Monstro da Selva'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-8441886981953474331</id><published>2007-11-24T13:50:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T12:04:37.030-08:00</updated><title type='text'>'Arakaturama</title><content type='html'>Kûarasy îemoúneme, abá randubaba îemoun abéne&lt;br /&gt;Pytunpukuramo ã ‘ara oîkóûne&lt;br /&gt;Abáetá te’õ suí osykyîéne, mopoxysaramo ybaka osepîakyne&lt;br /&gt;Abáeté oîkobékatune, tekóabate oîkoéne... aûîeramanh~e.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esta é minha versão da profecia maya de 2012.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-8441886981953474331?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/8441886981953474331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=8441886981953474331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/8441886981953474331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/8441886981953474331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/arakaturama.html' title='&apos;Arakaturama'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-2554669369241785018</id><published>2007-11-23T09:25:00.000-08:00</published><updated>2007-11-23T09:49:43.138-08:00</updated><title type='text'>Diálogo entre Cunhambebe e Hans Staden após a captura de inimigos tupiniquins e mamelucos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"No dia seguinte, estávamos não longe da sua terra, ao pé de uma grande montanha, denominada Occarasu. Ahi acamparam para passar a noite. Fui então à cabana do chefe principal (Konian Bebe chamado) e lhe perguntei o que tencionava fazer com os mammelucos. Disse-me que seriam devorados e me prohibiu de lhes falar, pois que estava muito zangado com elles; deviam ter ficado em casa e não irem com seus inimigos em guerra contra elle. Pedi-lhe que os deixasse viver e os vendesse aos seus amigos, outra vez. Tornou a dizer-me que seriam devorados.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E esse mesmo Konian Bebe tinha uma grande cesta cheia de carne humana diante de si e estava a comer uma perna, que elle fez chegar perto de minha bocca, perguntando se eu tambem queria comer. Respondi que sómente um animal irracional devora a outro, como podia então um homem devorar a outro homem? Cravou então os dentes na carne e disse: "Jau ware sche" que quer dizer: "Sou uma onça, está gostoso!" Com isto, retirei-me de sua presença".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Retirado do livro de Hans Staden, Viagem ao Brasil, de 1557.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-2554669369241785018?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/2554669369241785018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=2554669369241785018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2554669369241785018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/2554669369241785018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/dilogo-entre-cunhambebe-e-hans-staden.html' title='Diálogo entre Cunhambebe e Hans Staden após a captura de inimigos tupiniquins e mamelucos'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-1825153770357355928</id><published>2007-11-22T11:36:00.000-08:00</published><updated>2008-09-07T02:33:06.356-07:00</updated><title type='text'>Îakaré nhe'engara</title><content type='html'>T´yuna Mbabusu&lt;br /&gt;Apitisara mã&lt;br /&gt;Esarõ oré ‘y&lt;br /&gt;Emosem tobaîara iké suí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Îakaré&lt;br /&gt;Parõanusu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Îakaré&lt;br /&gt;Emosykyîé muru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Îakaré&lt;br /&gt;Eîuká mbá&lt;br /&gt;Emosykyîé&lt;br /&gt;Emuru'u&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Îakaré&lt;br /&gt;Emosykyîé&lt;br /&gt;Eîuká muru&lt;br /&gt;Esugûy'u&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-1825153770357355928?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/1825153770357355928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=1825153770357355928&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1825153770357355928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1825153770357355928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/akar-nheengara.html' title='Îakaré nhe&apos;engara'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-3007452183357575838</id><published>2007-11-21T11:17:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T11:26:03.612-08:00</updated><title type='text'>e Pedro gritou: Independência e parcelamento em 36x, por favor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A primeira Independência do Brasil foi em 1822, certo? Pedro tava com uma diarréia tão grande que empesteou o riozinho onde fazia a seção descarrego. Empesteou tanto que até coloriu o riozinho que ficou conhecido como Ipiranga (em tupi antigo: ´Ypyranga – rio vermelho). Bonifácio, o tutor do Pedrão, pesou muito pra ele ficar no Brasil e proclamar a independência. Pedrão, que assim se tornaria Imperador, foi lá e gritou. Só que os perós não eram tão amigáveis e ainda por cima estavam devendo uma puta grana pros inglesinhos, então disseram mais ou menos assim: Tudo bem negada, mas vão ter que pagar se não vamos meter bala!O cenário estava assim: A Revolução Industrial estava pra bombar na Inglaterra, Portugal tava devendo uma puta grana pra eles e o Brasil não tinha grana pra independência e muito menos “big cojones” pra enfrentar os perós. Então, os inglesinhos super bonzinhos emprestaram o ouro (que provavelmente era de origem brasileira) pro Brasil. Pagamos os perós e eles, pagaram os ingleses. Assim o ouro voltou pra Inglaterra e nós ficamos com uma puta dívida. Mais adiante, pros inglesinhos poderem vender maquinário e tecnologia pra nós, era preciso acabar com a escravidão para se formar uma classe trabalhadora e conseqüentemente consumidora, e assim a princesinha deles aqui fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não pagou porra nenhuma pra ficar independente foram nossos colegas americanos do norte. Tiveram bolas pra encarar inglês de bosta e hoje são a maior potência mundial.Há pouco tempo ocorreu outra independência. O chefe lá, todo orgulhoso se gaba porque quitou a dívida com o FMI. Sim, pagamos de novo. Talvez o presidente devesse estudar um pouco mais de história pra verificar que bolas grandes trazem mais benefícios pra uma nação do que pagamento de dívidas covardes. Há outros exemplos, nossos vizinhos argentinos não pagaram de imediato e crescem mais do que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra terminar, quero deixar registrado meu sentimento de ódio e nojo de político coronel fazendeiro descendente de bandeirante escravizador assassino de índio; e de esperança, porque queria algum dia, ter orgulho dessa amada pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto publicado originalmente no Que Legal Zine - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://quelegalzine.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://quelegalzine.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-3007452183357575838?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/3007452183357575838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=3007452183357575838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3007452183357575838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/3007452183357575838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/e-pedro-gritou-independncia-e.html' title='e Pedro gritou: Independência e parcelamento em 36x, por favor'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5940545843427519886.post-1611384498730348327</id><published>2007-11-20T13:01:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T13:05:37.349-08:00</updated><title type='text'>Kyre'ymbabamo aîkóne</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R0NLvIdTyUI/AAAAAAAAABQ/cd3vjfnzqCQ/s1600-h/estatua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135031273228847426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R0NLvIdTyUI/AAAAAAAAABQ/cd3vjfnzqCQ/s320/estatua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Auîebeté Kunhambeba! Amõ abá o ma'enduaramo mbyté nde rera resé, oîepé i îabé ixé. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5940545843427519886-1611384498730348327?l=kyreymbaba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/feeds/1611384498730348327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5940545843427519886&amp;postID=1611384498730348327&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1611384498730348327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5940545843427519886/posts/default/1611384498730348327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kyreymbaba.blogspot.com/2007/11/kyreymbabamo-akne.html' title='Kyre&apos;ymbabamo aîkóne'/><author><name>Felipe Odin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12172320578251929509</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://img412.imageshack.us/img412/2127/eumacabrao32za8.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ULk1P31Lzds/R0NLvIdTyUI/AAAAAAAAABQ/cd3vjfnzqCQ/s72-c/estatua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
